Horas mortas
Não tenho receio das horas mortas,
nelas é que sinto a alma mais viva,
posso ler o livro de memórias,
escrever outros capítulos tangidos por silêncios,
que acrescentam sempre novas emoções
que só eu posso perceber
Não há solidão nem tristeza,
gosto de entre sonhos e realidades, viver,
só assim percebo a vida,
planejo, relembro coisas boas
sem atropelos, barulhos, desmandos ou imposições,
eu sou eu, nada mais!
Vou sempre à procura da luz,
teço as tramas, capto poesia e paz
em horas mortas é que encontro
na solitude da amplidão,
vozes interiores que mostram
da vida, toda a magia !
Neusa Marilda Mucci